Preparação para o Progresso

O BEP adota uma abordagem holística e integrada para expandir as energias renováveis no Brasil.

Ao mesmo tempo em que comprova a viabilidade de novas tecnologias, o BEP foca nas muitas políticas e regulamentações necessárias para apoiar as energias renováveis e remover os obstáculos à sua implementação.

O BEP tem uma missão definida de alavancar a energia de baixo carbono para auxiliar grupos na sociedade onde a energia não é acessível ou estável. Há um foco particular nas mulheres, já que as soluções de baixo carbono dão às comunidades locais maior capacidade de planejar e gerenciar sua fonte de energia.

Adaptação da regulação

Para a expansão efetiva de tecnologias de baixo carbono, as políticas e as regulamentações devem ser transparentes – e enviar as informações e os sinais corretos para manter os mercados justos e competitivos.

Obstáculos não intencionais ao desenvolvimento do mercado devem ser removidos. O risco deve ser reduzido. O incentivo às energias renováveis deve ser incorporado em vários níveis – desde a permissão de planejamento até os regimes fiscais.

E um ambiente regulatório favorável incluirá aspectos além da tecnologia de energias renováveis – como o incentivo à eficiência energética.

O BEP se concentrará em todas essas áreas de formulação de políticas e regulamentação para que refinamentos específicos para cada tecnologia de baixo carbono sejam considerados.

Planejamento para toda a sociedade

Uma razão importante para expandir a energia de baixo carbono é alcançar uma parcela da sociedade que tem problemas de acesso às fontes de energia existentes ou não podem pagar por elas.

As energias renováveis podem fornecer energia mais descentralizada – localizada – onde as comunidades locais têm mais capacidade de operar e precificar seu abastecimento de energia para atender às suas próprias prioridades.

Mesmo em áreas remotas e pobres, o Brasil tem quase acesso total à energia. Mas parte da sociedade pode se beneficiar da expansão das tecnologias de baixo carbono. E o BEP pretende dialogar com elas.

Uma ampla gama de de entidades estarão envolvida. Governos e associações, empresas de serviços públicos e grupos ambientais, empresas privadas, organizações profissionais e especialistas internacionais.

Em particular, mulheres. Há muito potencial para empoderar as mulheres quando o planejamento e o controle passam para níveis mais descentralizados que envolvem cooperação entre as comunidades.

A igualdade de gênero e a inclusão social será um fator importante em todas as iniciativas do BEP e também devem servir de modelo para projetos futuros. O conceito por trás do BEP é formar parcerias e compartilhar informações sobre o uso eficiente de tecnologias de energia limpa para que mulheres e populações vulneráveis ​​sejam envolvidas de perto.

O BEP foi projetado para incluir esses grupos em todas as partes do programa - em equipes técnicas ou de gerenciamento de projetos-piloto, bem como em consultas sobre como melhorar o ambiente regulatório para tecnologias limpas. A inclusão é um critério-chave de seleção para pilotos e a escolha de parceiros, e indicadores de inclusão foram desenvolvidos para monitorar o progresso.

Áreas cobertas

O BEP buscará melhorias no ambiente regulatório e conduzirá projetos-piloto para testar a viabilidade técnica, financeira e social de uma série de tecnologias inovadoras de baixo carbono:

Recuperação energética de resíduos (waste to energy)

Grandes volumes de resíduos agrícolas no Brasil podem ser transformados em biogás e biometano para uso em veículos agrícolas, criando uma economia circular. Os resíduos sólidos urbanos são um importante combustível em potencial, mas os mecanismos de regulamentação e financiamento precisam ser reformados e ainda há falta de conscientização e acesso à tecnologia.

Biocombustíveis

O Brasil desenvolveu um forte mercado de biodiesel, mas há muito espaço para estendê-lo a novas regiões e trazer os pequenos agricultores para a cadeia de abastecimento, aumentando a inclusão. 

Solar fotovoltaico, armazenamento de energia, redes inteligentes, eficiência energética

Uma abordagem sistêmica combinará a expansão da energia solar com a tecnologia e comportamentos que promovam o uso mais adequado e eficiente da energia. As redes inteligentes podem reduzir o consumo e permitir reformas tarifárias para tornar a energia mais acessível – por exemplo, por meio de tarifas de tempo de uso. Também pode ser feito mais para promover a eficiência por meio de normas e etiquetagem.

Eólica offshore

A energia eólica offshore é a fonte de energia renovável de rápido crescimento no Brasil: passou de quantidades insignificantes para 9% da geração de energia nacional em uma década. O maior potencial de expansão está no Nordeste, uma das regiões mais pobres do Brasil. É necessário mais trabalho para calcular os custos e adaptar o ambiente regulatório para que a energia eólica offshore possa realizar todo o seu potencial.

Gás natural como combustível de transição

O gás natural, uma das fontes não renováveis ​​mais limpas, pode ser usado para apoiar as energias renováveis ​​criando uma ponte para a expansão dos biocombustíveis ou complementando quando há escassez no fornecimento intermitente de renováveis, como a energia solar ou eólica. Essa seria uma nova forma de aproveitamento do gás natural no Brasil.